

A fascite plantar, ao contrário do que muitos pensam, não é caracterizada por inflamação, mas sim por alterações degenerativas não inflamatórias e pelo espessamento da fáscia plantar causada por lesões microscópicas nessa região.
Os principais sintomas são dor na parte inferior do calcanhar e ao longo da borda medial da fáscia plantar, sendo mais agravada pela manhã, com o primeiro passo ou durante longos períodos em pé.
Os fatores de risco podem ser: internos (entorse de tornozelo prévio, aumento massa corporal, limitação da ADM de dorsiflexão, fraqueza muscular, características anatômicas) ou externos (aumento do volume e intensidade dos treinos, tipo de calçado, local do treino/jogo).

Com relação ao tratamento fisioterapêutico baseado em evidências, alguns resultados mostram que:
- Terapia manual + exercícios = nível A de evidência (MARTIN, R, 2014)
- Laser tem moderada evidência, devido a leve diminuição da dor noturna e ao repouso (Laser Med Sci, 2010)
- O alongamento específico da fáscia plantar pode ser mais efetivo que o alongamento isolado do tríceps sural (J Foot Ankle Res, 2011)
- Auto alongamento + liberação miofascial em gastrocnêmio apresentaram melhora da função e diminuição da dor.
- A curto prazo, o treinamento de força de alta carga comparado ao alongamento específico da fascia plantar tem se mostrado superior ( Rathleff, M. 2014. BJSM)
O tratamento fisioterapêutico adequado é baseado em uma boa avaliação + evidência científica + raciocínio clínico.
Se você tem fascíte ou conhece alguém que tenha, está na hora de tratar! Não espere mais.
